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Os “Divertidamente” do imigrante.
- By Camila Dias
Em tom de brincadeira, a gente fala de assunto sério.
Os sentimentos nos invadem durante a imigração, desde o momento de planejamento. Não tem jeito, do mais agradável ao mais difícil, eles fazem parte da nossa vida e, de forma ainda mais intensa nos primeiros anos, da vida do imigrante.
É preciso, mesmo que seja difícil, estar consciente deste mix de emoções e conhecê -los.
Vamos a eles e às situações onde aparecem de forma mais forte?
- ALEGRIA: chega quando algum passo acontece, mesmo o mais simples deles.
Um visto aprovado, uma matrícula realizada, quando o contrato de arrendamento é assinado, quando a entrevista com a AIMA é marcada, no dia que a autorização chega, após uma escritura, na assinatura de um contrato de trabalho, ao receber parentes e amigos, ao comer aquela comida afetiva…
Tantos momentos que nos trazem alegria e é incrível quando conseguimos perceber até os menores, que nos ajudam tanto na adaptação!
- TRISTEZA: ela existe e faz parte da vida do imigrante. A vida não é só foto no instagram, não é mesmo?Ela vem saudade, se agrava com a falta de vitamina D, nas despedidas, com força com a xenofobia, ao não se adaptar com algo, na vontade de voltar, com a sensação de solidão, com a demora em processos importante, ao não ter médico de família atribuído…
Ela é inerente à vida e, com a imigração, pode nos atingir mais “em cheio” em algumas situações.
- ANSIEDADE: Ah, ela vem sem pedir licença!Durante a adaptação, durante a espera pelo visto, para fazer novos amigos, até conseguir uma casa, à espera do agendamento com a AIMA, para validar os diplomas, dias antes do embarque, para fazer as malas, durante o tempo em que ainda é necessário usar as reservas do Brasil, antes da aprovação da proposta para arrendamento ou compra de um imóvel…
- MEDO: sim, é preciso ir mesmo com ele!
Mede de não adaptar, do frio, do custo de vida e despesas iniciais, da xenofobia, de perder alguém e estar longe, de voltar, de mudar de carreira, de fazer amigos e se expor, do visto ser negado…
Acredito que o medo nasce mesmo antes da decisão de se mudar de país. Não é, de forma alguma, uma decisão fácil, e o medo nos acompanha em momentos que nem imaginávamos. Porém, como falei inicialmente, é preciso ir com ele mesmo.
- INVEJA: Mas ela existe mesmo? Sim! E chega quando você não imagina, com aquele desejo, aqueeela vontadeeeeeee.Inveja de um mar com água quente, de um Natal com a família reunida, de um inverno menos úmido (húmido em Portugal), de uma rede de apoio disponível e diversa, de um verão completamente quente, de uma praia sem vento…Você pode me dizer, querido leitor, que isso não é inveja, é saudade com desejo, é uma vontade. Sim, concordo, mas temos personagens a caracterizar e relacionar com a vida de imigrante e, convenhamos, às vezes é uma saudade muito forte MESMO, com aquele desejo arrebatador de ESTAR LÁ e não aqui, em determinado momento!!!!
- RAIVA: é logico que ela apareceria! Das menores, às grandes raivas.Na já famosa “lei do atendente”, no “volta pra sua terra”, como aumento do custo de vida, com o bullying escolar, com as tentativas de burla, com o desrespeito às leis trabalhistas, com o tempo de espera para agendamento com a AIMA pelo telefone…A Raiva, apesar de ser um sentimento que faz parte do cotidiano do imigrante, pode ser minimizada com um excelente planejamento, com contas ajustadas e documentação adequada para a sua situação e também com sabedoria para saber se impor e reivindicar seus direitos.
- NOJINHO: Ao meu ver, mais sazonal, ocupando um espaço menor.
Ao mofo do inverno, das comidas “diferentonas”, da água dura, das algas que invadem as praias…
- TÉDIO: Chatinho? Ele é! Mas, às vezes, importante.
Durante os muitos dias e frio e tempo nublado ou chuvoso, pela espera de agendamentos, por rivalidades desnecessárias, esperando cartas de confirmação, marcação ou senhas (em Portugal muitas coisas são resolvidas, comunicadas ou autorizadas por carta), em horas e horas ao telefone em tentativas de ligação com a AIMA…
- VERGONHA: lugar novo, vida nova, tudo novo, como não tê -la? Praticamente impossível!
Ao fazer novos amigos, de se expor ou falar em público, de comportamentos inadequados de compatriotas e nativos, de se arriscar em uma nova carreira ou cargo, de reclamar e reivindicar seus direitos, de usar expressões locais…
Se eu puder te dar um concelho de alguém que já mora fora há mais de 6 anos: vai com vergonha mesmo! Enfrenta, se arrisca, encara, tenta! É fundamental para quem imigra sair da “casca” e se fazer conhecer!
Com todas as emoções relacionadas e diversas situações expostas, te convido a comemorar todas as pequenas vitórias e se aventurar em descobrir as maravilhas, belezas e oportunidades que a imigração pode te trazer!
Terei o prazer de te apresentar a minha experiencia e muita informação relevante sobre Portugal no @ihmigrei e de te auxiliar com nossos serviços.
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